Erros que todo iniciante comete ao escrever textos para blogs e como evitar para melhorar a escrita

Escrever para blogs parece simples: basta sentar, digitar e publicar. Mas quem já tentou sabe — não é bem assim. A escrita para internet exige estratégia, empatia e técnica. Muitos iniciantes acreditam que basta ter boas ideias, mas acabam cometendo erros que impedem seus textos de prender o leitor ou de ranquear no Google.

A boa notícia é que esses erros são totalmente evitáveis. E com algumas mudanças simples, você pode transformar seus textos em conteúdos claros, envolventes e profissionais.

A seguir, você vai descobrir os principais erros cometidos por quem está começando e o passo a passo para evitá-los, elevando a qualidade da sua escrita e conquistando leitores fiéis.

1. Escrever para si, e não para o leitor

O erro mais comum de quem está começando é escrever pensando em si mesmo. Fala sobre o que gosta, do jeito que fala, e usa o texto como um diário.
Mas a verdade é simples: escrever para blogs é escrever para os outros.

Um bom texto responde perguntas, resolve dores e guia o leitor a um destino — e esse destino raramente é sobre o autor.
Antes de escrever qualquer linha, pergunte-se:

  • “Quem vai ler isso?”
  • “O que essa pessoa precisa entender, sentir ou fazer depois de ler?”
  • “Como posso entregar valor real?”

Como evitar:
Crie uma persona: uma representação do seu leitor ideal. Dê nome, idade, profissão e problemas a essa persona. Isso fará com que seu texto soe mais humano e direcionado.

2. Começar a escrever sem planejar

Muitos iniciantes abrem o editor e começam a digitar sem nenhum roteiro. O resultado? Textos confusos, com ideias repetidas e sem um fluxo natural.

A escrita estratégica precisa de estrutura.
Antes de começar, monte um esqueleto do texto:

Passo a passo simples:

  1. Defina o objetivo → o que você quer que o leitor entenda ou faça no final?
  2. Escolha o tema central → evite desviar. Um texto = uma ideia principal.
  3. Crie subtópicos → organize o conteúdo em blocos de leitura.
  4. Pense na jornada do leitor → inicie com algo que desperte curiosidade, desenvolva com clareza e termine com um gatilho de reflexão ou ação.

Esse planejamento evita blocos desnecessários e melhora o ritmo da leitura.

3. Ignorar o poder dos títulos e subtítulos

Um bom título não é apenas uma frase bonita — é o que faz alguém clicar.
E dentro do texto, os subtítulos são o mapa que guia o leitor.

Iniciantes costumam escrever títulos genéricos, como “Dicas para escrever melhor” ou “Como melhorar a escrita”. O problema é que isso não desperta curiosidade nem se destaca no Google.

Como evitar:

  • Use números: “7 erros que você comete ao escrever e como corrigi-los”.
  • Crie contraste: “O erro que está arruinando seus textos (e você nem percebe)”.
  • Fale diretamente com o leitor: “Por que seus textos não prendem e o que fazer agora”.

Nos subtítulos, divida o texto como se fosse um degrau por vez, conduzindo o leitor com leveza.

4. Escrever parágrafos longos e cansativos

Na internet, ninguém quer ler blocos de texto densos.
O leitor digital é apressado — ele escaneia o texto antes de decidir se vai ler.

Parágrafos longos afastam o leitor, por mais interessante que o conteúdo seja.

Como evitar:

  • Escreva parágrafos de até 3 ou 4 linhas.
  • Use frases curtas e diretas.
  • Insira espaços visuais (listas, bullet points, perguntas, negritos).
  • Use transições suaves entre as ideias, para que a leitura flua naturalmente.

Um texto visualmente leve é mais convidativo e mantém a atenção do leitor até o fim.

5. Não revisar antes de publicar

A pressa é inimiga da clareza.
Publicar sem revisar é o mesmo que apresentar um trabalho importante com a roupa amassada — o conteúdo pode até ser bom, mas a forma compromete tudo.

Erros gramaticais, repetições e frases truncadas passam a impressão de amadorismo.

Como evitar:

  • Faça uma primeira revisão técnica, corrigindo ortografia e gramática.
  • Faça uma segunda revisão de ritmo e clareza: leia em voz alta e perceba onde o texto trava.
  • Por último, faça uma revisão emocional: leia como leitor, não como autor. O texto desperta algo? Faz sentido?

E uma dica bônus: nunca publique logo após escrever. Deixe o texto “descansar” e volte a ele com olhos novos.

6. Esquecer o SEO (mas sem exagerar)

Outro erro clássico é ignorar as técnicas de SEO — ou, ao contrário, escrever pensando apenas nelas.
Ambos os extremos são ruins.

SEO (Search Engine Optimization) é o que faz o texto aparecer no Google. Mas otimizar não é robotizar.

Como evitar:

  • Use a palavra-chave principal naturalmente, sem repetir demais.
  • Insira palavras relacionadas que ajudem o algoritmo a entender o contexto.
  • Escreva títulos e meta descrições atrativos.
  • E o mais importante: escreva para pessoas, não para o algoritmo.

Um texto bem otimizado, mas chato, não segura o leitor — e o Google sabe disso.

7. Esquecer de criar uma conexão emocional

Textos técnicos demais afastam. Textos pessoais demais perdem foco.
O segredo está no equilíbrio: ser informativo e humano ao mesmo tempo.

O leitor precisa sentir que há uma pessoa do outro lado da tela — alguém que entende suas dores, fala sua língua e quer genuinamente ajudar.

Como evitar:

  • Use exemplos reais e metáforas simples.
  • Compartilhe pequenas histórias.
  • Escreva com empatia, não com superioridade.
  • Use perguntas retóricas para envolver o leitor.

Quando o leitor se vê no texto, ele permanece até o fim — e volta para ler mais.

8. Não ter um encerramento memorável

Muitos textos terminam do nada. O leitor chega ao fim e pensa: “Tá, e agora?”.
Isso acontece porque o autor esqueceu o propósito final da leitura.

Como evitar:
Feche sempre com algo que gere continuidade. Pode ser:

  • Uma reflexão inspiradora;
  • Um convite à ação (“Comece hoje a praticar a dica X”);
  • Ou uma pergunta provocativa (“Qual desses erros você mais cometeu hoje?”).

Um bom encerramento não apenas conclui — ele conduz o leitor para o próximo passo.

O Caminho da Escrita Evolutiva

Escrever bem não é dom, é prática.
Cada texto publicado é uma oportunidade de evolução.
O segredo está em perceber o que pode ser melhorado, ajustar e continuar.

Evitar esses erros é o primeiro passo para transformar sua escrita — e seus resultados.
Com o tempo, você vai perceber que o ato de escrever deixa de ser apenas um exercício técnico e se torna uma forma de expressão autêntica e transformadora.

E quando isso acontece, o leitor não apenas lê… ele sente.
E é exatamente aí que a mágica da boa escrita acontece. ✍️

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